Em 2015, três experimentos independentes alcançaram testes de Bell descritos como livres das principais brechas. Eles não repetiram o mesmo aparelho: um combinou spins eletrônicos distantes e fótons; dois usaram pares de fótons emaranhados com detectores altamente eficientes.
A equipe de Bas Hensen separou spins eletrônicos em centros de vacância de nitrogênio no diamante por 1,3 quilômetro. Fótons enviados a uma estação intermediária anunciaram emaranhamento entre os spins; leitura eficiente fechou detecção e escolhas rápidas com separação espacial fecharam localidade.
O teste event-ready realizou 245 tentativas e obteve S=2,42±0,20. A análise relatou probabilidade de no máximo 0,039 para uma hipótese local produzir violação ao menos tão grande, permitindo memória nos dispositivos. A evidência era significativa, embora a amostra fosse pequena comparada a testes fotônicos posteriores.
Marissa Giustina e colaboradores, e Lynden Shalm e colaboradores, publicaram testes fotônicos que combinaram fontes brilhantes, escolhas rápidas, grande separação e detectores supercondutores eficientes. Ambos relataram violações sem depender da hipótese de amostragem justa.
Lia não fundiu os três resultados num número único. Cada equipe usou desigualdade, definição de tentativa, geometria e análise estatística próprias. A concordância de plataformas diferentes era valiosa porque defeitos sistemáticos e tecnologias não eram compartilhados integralmente.
Tomás chamou ‘sem brechas’ de termo técnico condicionado às premissas declaradas. A independência absoluta das escolhas em relação a todo o passado não pode ser demonstrada empiricamente. Os testes fecharam simultaneamente detecção e localidade e trataram escolha e memória sob modelos explícitos.
As luzes de três laboratórios apagaram com a mesma mensagem estreita: as correlações observadas não cabiam em modelos localmente causais sob as hipóteses testadas. A noite não terminara a filosofia, mas retirara dela a possibilidade de ignorar os detectores.