Lia preparou |0⟩, aplicou H e chegou a (|0⟩+|1⟩)/√2. Uma caixa intermediária marcou o componente |1⟩ com sinal menos, produzindo |−⟩. O segundo H devolveu |1⟩. Sem a marca, devolveria |0⟩.
A caixa não mediu qual componente estava presente. Aplicou uma fase coerente às amplitudes. Se tivesse registrado o caminho, o qubit se emaranharia com um marcador e a interferência final seria reduzida. Computação precisava manipular alternativas sem revelar prematuramente qual delas ocorreu.
Tomás chamou o padrão de sanduíche de Hadamard: H–Z–H=X. Uma rotação de fase entre mudanças de base tornava-se inversão de população. Identidades de circuito permitem trocar tipos de controle e enxergar onde a informação está armazenada.
Uma função clássica reversível também podia ser incorporada como transformação unitária em registradores. Com uma entrada em superposição, a saída ficava correlacionada a várias entradas. O ganho não vinha de imprimir todas as respostas, mas de organizar fases globais para extrair alguma propriedade coletiva.
Lia desconfiou do termo ‘paralelismo quântico’. A evolução realmente atua linearmente sobre todos os componentes, porém uma medida oferece uma amostra. Sem interferência que comprima a propriedade desejada em poucas probabilidades, o suposto paralelismo não gera vantagem acessível.
Erros de fase vazavam para resultados depois do segundo H. Essa sensibilidade era recurso e ameaça: algoritmos dependem dela, enquanto ambiente e calibração também escrevem fases indesejadas. Controle preciso e correção de erros seriam parte da máquina final.
A resposta apareceu como 1 porque uma fase negativa havia sido guardada e recombinada. O circuito ensinava a ideia central sem algoritmo famoso: computadores quânticos calculam ao projetar interferência, não ao consultar universos paralelos como bancos de dados.