Em 1981, Alain Aspect, Philippe Grangier e Gérard Roger publicaram um teste com uma fonte de cascata de cálcio mais eficiente. A reconstrução do Arquivo seguia o artigo: distâncias, coincidências e resultados documentados, sem transformar a equipe em personagens de diálogo privado.
A maior taxa fornecia precisão estatística melhor e permitia variações novas do experimento. Os pesquisadores mediram correlações de polarização linear e observaram forte violação das desigualdades generalizadas, em excelente acordo com a mecânica quântica.
Lia afastou polarizadores da fonte até separações totais maiores. O artigo relatou que nenhuma mudança significativa apareceu quando as separações fonte–polarizador chegaram a 6,5 metros. Distância por si só não reduzia as correlações conjuntas.
O desenho ainda não selecionava configurações de modo rápido e imprevisível durante cada voo. Se os analisadores ficassem fixos por intervalos longos, um modelo hipotético poderia permitir comunicação subluminal entre elementos do aparato e coordenar respostas sem violar a velocidade da luz.
Tomás chamou isso de brecha de localidade no experimento, não falha no teorema. Para fechá-la, a escolha e o resultado de cada lado precisariam estar separados por intervalo do tipo espaço em relação aos eventos relevantes no outro lado: luz não teria tempo de levar informação entre eles.
Mais brilho também não fechava a brecha de detecção. Fotomultiplicadores continuavam registrando uma fração dos fótons. O avanço resolvia fonte, estabilidade e precisão; outras peças exigiriam tecnologias diferentes. Progresso experimental não acontece sempre num único eixo.
A fonte de Orsay iluminou a linha com muito mais nitidez. O resultado reforçou o padrão quântico e preparou um teste dinâmico. Na sala seguinte, os analisadores mudariam enquanto os fótons já estivessem a caminho.