Sumário
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Salvando leitura…
Chaves acústico-ópticas alternaram orientações perto de 50 MHz

Os analisadores mudaram durante o voo

Aspect e os testes sem brechas decisivas

Em 1982, Aspect, Jean Dalibard e Gérard Roger colocaram uma chave acústico-óptica em cada asa. Cada dispositivo encaminhava o fóton para um de dois polarizadores e alternava as rotas com frequência próxima de 50 megahertz. As duas frequências eram diferentes e não comensuráveis.

O tempo de comutação era curto comparado ao trânsito do fóton pelo aparato. Assim, a configuração encontrada por um fóton não precisava ser a que estava ativa quando o par saiu da fonte. A mudança atacava a possibilidade de instruções simples preparadas para configurações fixas.

As correlações concordaram com a mecânica quântica e violaram desigualdades de Bell por cinco desvios-padrão segundo a análise publicada. O resultado tornou muito mais concreta a separação entre emissão, escolha dinâmica e detecção.

Lia não chamou as chaves de escolhas humanas livres. Eram dispositivos físicos periódicos. O arranjo também não realizava a forma moderna de configurações rápidas, aleatórias e espacialmente separadas em todas as etapas relevantes. Seu mérito era introduzir comutação durante o voo e testar uma classe maior de explicações temporais.

Tomás desenhou cones de luz. Para impedir qualquer coordenação subluminal, a escolha em uma asa e o resultado na outra deveriam ocorrer com separação espacial suficiente e temporização controlada. Cabos, atrasos eletrônicos e extensão física dos dispositivos entravam no orçamento causal.

A brecha de detecção continuava aberta. Muitos fótons não eram registrados, e a conclusão dependia de amostragem representativa. Dizer que o teste fechou uma brecha não significava que fechou todas simultaneamente.

Os analisadores saltaram de novo. A noite de Orsay tornou o experimento de Bell um problema explícito de espaço-tempo, não apenas polarização. Anos depois, escolhas aleatórias e estações mais distantes refinariam a mesma exigência.

Fontes desta página

  1. Alain Aspect, Jean Dalibard e Gérard Roger (1982). Experimental Test of Bell's Inequalities Using Time-Varying Analyzers.Physical Review Letters, 49, 1804–1807. Emprega chaves acústico-ópticas que alternam configurações durante o voo dos fótons e observa violação de Bell por cinco desvios-padrão.
  2. Alain Aspect, Philippe Grangier e Gérard Roger (1981). Experimental Tests of Realistic Local Theories via Bell's Theorem.Physical Review Letters, 47, 460–463. Usa uma fonte eficiente de cascata de cálcio para obter correlações de polarização com alta precisão e forte violação de desigualdades generalizadas de Bell.
  3. Gregor Weihs, Thomas Jennewein, Christoph Simon, Harald Weinfurter e Anton Zeilinger (1998). Violation of Bell's Inequality under Strict Einstein Locality Conditions.Physical Review Letters, 81, 5039–5043. Combina estações separadas, configurações ultrarrápidas e aleatórias e registros independentes para impor separação espacial às observações e fechar a brecha de localidade.