A quarta porta não conservava exatamente a equação padrão. Em 1986, GianCarlo Ghirardi, Alberto Rimini e Tullio Weber propuseram localizações espontâneas raras para sistemas microscópicos. Em conjuntos macroscópicos, o grande número de constituintes amplificava a taxa e suprimia superposições espaciais grandes.
O colapso era um processo físico aleatório, não atualização por conhecimento nem escolha de observador. Uma partícula isolada poderia manter coerência por muito tempo; um ponteiro com incontáveis partículas seria localizado rapidamente. A fronteira micro–macro emergia de parâmetros dinâmicos.
Lia viu a vantagem: um único resultado surgia objetivamente e o gato não permanecia em ramos globais. Viu o preço: a evolução deixava de ser estritamente unitária, introduzia constantes novas e podia gerar aquecimento ou radiação espontânea em extensões realistas.
Esses efeitos tornam modelos de colapso diferentes de interpretações empiricamente equivalentes. Interferômetros com massas crescentes, detectores de radiação e sistemas ultrafrios podem restringir parâmetros. Ausência de desvio empurra a escala de colapso, mas não confirma todas as versões possíveis.
Tomás distinguiu GRW de dizer vagamente que ‘a consciência colapsa’. O modelo especifica taxa, largura de localização e lei estocástica universal. Pode estar errado experimentalmente justamente porque se compromete com uma dinâmica quantitativa.
A relatividade e conservação de energia exigem cuidado. Colapsos localizados e ruído branco podem tensionar simetrias; variantes posteriores procuram formulações de campos e dissipação. Resolver o problema da medida cria novos problemas físicos verificáveis.
O traço do colapso apareceu como possibilidade de um pequeno excesso de energia. Lia preferiu uma teoria vulnerável a uma frase imune a testes. A porta não era apenas mapa: conduzia a uma física ligeiramente diferente que experimentos podiam apertar.