Tomás preparou dois qubits em |Φ+⟩=(|00⟩+|11⟩)/√2. Entregou o primeiro, B, a Lia e levou o segundo, C, para outra sala. Cada parte isolada era maximamente mista; nenhuma trazia um estado secreto pronto para copiar.
O qubit desconhecido A só apareceu depois. O estado total era |ψ⟩A⊗|Φ+⟩BC. Antes de qualquer operação, C continuava com matriz reduzida I/2, independente de α e β. O destino ainda não continha informação local sobre a entrada.
Lia aplicou CNOT de A para B e depois Hadamard em A. Essas portas converteram a base de Bell dos dois qubits locais em rótulos da base computacional. Medir A e B produziria dois bits m₁ e m₂.
Cada um dos quatro resultados tinha probabilidade um quarto no protocolo ideal, qualquer que fosse |ψ⟩. Por isso os bits isolados pareciam aleatórios e não codificavam uma descrição clássica do estado. A informação útil estava na relação entre resultado e transformação sofrida por C.
Tomás não precisava manter o qubit C parado no sentido literal; podia armazená-lo em memória ou deixá-lo viajar. Mas só poderia recuperar |ψ⟩ quando recebesse os bits. Antes disso, sua descrição média permanecia I/2.
A analogia da chave compartilhada ajudava a separar preparação prévia e uso posterior, mas terminava porque emaranhamento é consumível, não uma sequência clássica que pode ser lida e reutilizada sem perturbação. Verificar o par também exige medições e estatística.
O par chegara antes do recado e ainda assim nada nele revelava qual recado viria. Lia ligou o qubit A à metade B. O protocolo estava pronto para desmontar o estado em quatro possibilidades de correção.