Sumário
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Salvando leitura…
A medida de Bell correlacionou entrada e metade local do par

Quatro sinos tocaram uma vez

Emaranhamento e teleportação quântica

Os dois qubits de Lia podiam ser medidos na base de Bell: |Φ+⟩, |Φ−⟩, |Ψ+⟩ e |Ψ−⟩. CNOT seguida de H e medições Z implementava essa análise num circuito ideal, mapeando cada sino para 00, 01, 10 ou 11.

A identidade central reescrevia o estado de três qubits como soma de quatro termos. Em cada termo, A e B tinham um rótulo de Bell e C continha |ψ⟩ transformado por I, X, Z ou uma combinação XZ, até fases globais irrelevantes.

Lia mediu e obteve apenas um rótulo. A entrada A e sua metade B deixaram de conservar estados individuais anteriores. A medição conjunta não descobriu α nem β; escolheu aleatoriamente qual erro de Pauli conhecido relacionava C ao estado desejado.

Tomás explicou por que a medida precisava ser conjunta. Medir A e B separadamente na base computacional perderia a fase que distingue os quatro estados de Bell. CNOT e H transformavam correlação e fase em dois bits distinguíveis.

Em óptica linear, distinguir deterministicamente todos os quatro estados de Bell com recursos simples é difícil; implementações iniciais reconheciam apenas um subconjunto e eram probabilísticas. O circuito abstrato mostra o protocolo lógico, não garante uma bancada determinística para qualquer tecnologia.

A medida também consumia o emaranhamento compartilhado. Depois do resultado, A e B eram registros clássicos e C aguardava correção. Para teleportar outro qubit, seria necessário distribuir outro par emaranhado.

Um dos quatro sinos tocou e os demais viraram alternativas contrafactuais. O estado desconhecido não viajara por uma trilha; sua relação com C estava agora indexada por dois bits que Lia podia copiar e enviar normalmente.

Fontes desta página

  1. Charles H. Bennett, Gilles Brassard, Claude Crépeau, Richard Jozsa, Asher Peres e William K. Wootters (1993). Teleporting an Unknown Quantum State via Dual Classical and Einstein–Podolsky–Rosen Channels.Physical Review Letters, 70, 1895–1899. Propõe o protocolo de teleportação de um estado desconhecido usando um par emaranhado compartilhado, uma medida conjunta e dois bits clássicos.
  2. Dik Bouwmeester, Jian-Wei Pan, Klaus Mattle, Manfred Eibl, Harald Weinfurter e Anton Zeilinger (1997). Experimental Quantum Teleportation.Nature, 390, 575–579. Demonstra experimentalmente teleportação de polarização com uma entrada fotônica, um par emaranhado, análise de Bell parcial e coincidências de detecção.
  3. Daniele Boschi, Salvatore Branca, Francesco De Martini, Lucien Hardy e Sandu Popescu (1998). Experimental Realization of Teleporting an Unknown Pure Quantum State via Dual Classical and Einstein–Podolsky–Rosen Channels.Physical Review Letters, 80, 1121–1125. Realiza uma implementação óptica de teleportação de estados puros desconhecidos e compara os resultados com o limite de um canal puramente clássico.