Sumário
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Salvando leitura…
A correção X^m₂Z^m₁ recuperou o estado no destino

Dois bits abriram a última trava

Emaranhamento e teleportação quântica

Lia enviou m₁m₂ por uma rede clássica. Se recebeu 00, Tomás não aplicou nada. Para 01, aplicou X; para 10, Z; para 11, aplicou X e Z na ordem convencionada. Fases globais entre ordens não afetavam o estado físico.

A regra compacta era X^{m₂}Z^{m₁}. Depois da correção, C estava em α|0⟩+β|1⟩, embora Tomás nunca tivesse aprendido α ou β. O protocolo transferia capacidade de produzir todas as futuras estatísticas, não uma descrição clássica legível.

Os dois bits não podiam ser comprimidos para zero bits usando o emaranhamento. Antes de recebê-los, Tomás tinha mistura I/2. Conhecer apenas um deixaria ambiguidade entre duas correções e destruiria fidelidade para alguns estados.

Lia podia copiar m₁ e m₂ à vontade porque eram registros clássicos. A não clonagem se aplicava ao estado quântico desconhecido, não a resultados ortogonais já medidos. A rede clássica completava o protocolo sem paradoxo.

Tomás verificou o resultado por tomografia em muitas repetições com entradas de teste conhecidas. Numa execução real, ele não podia medir o qubit teletransportado em todas as bases e ainda entregá-lo intacto a outra tarefa. Certificação consome amostras separadas.

Se os bits fossem corrompidos, a correção errada introduziria um Pauli. Protocolos de comunicação clássica podem proteger esses bits por códigos e confirmação. Emaranhamento não substitui confiabilidade da camada convencional.

A última trava abriu apenas após uma mensagem que viajou por fio ou luz. Lia viu o qubit no destino por meio de estatísticas futuras, não porque uma cópia material atravessara instantaneamente a sala.

Fontes desta página

  1. Charles H. Bennett, Gilles Brassard, Claude Crépeau, Richard Jozsa, Asher Peres e William K. Wootters (1993). Teleporting an Unknown Quantum State via Dual Classical and Einstein–Podolsky–Rosen Channels.Physical Review Letters, 70, 1895–1899. Propõe o protocolo de teleportação de um estado desconhecido usando um par emaranhado compartilhado, uma medida conjunta e dois bits clássicos.
  2. Daniele Boschi, Salvatore Branca, Francesco De Martini, Lucien Hardy e Sandu Popescu (1998). Experimental Realization of Teleporting an Unknown Pure Quantum State via Dual Classical and Einstein–Podolsky–Rosen Channels.Physical Review Letters, 80, 1121–1125. Realiza uma implementação óptica de teleportação de estados puros desconhecidos e compara os resultados com o limite de um canal puramente clássico.
  3. William K. Wootters e Wojciech H. Zurek (1982). A Single Quantum Cannot Be Cloned.Nature, 299, 802–803. Demonstra pela linearidade que uma transformação universal não pode produzir cópias perfeitas de um estado quântico arbitrário desconhecido.