Lia enviou m₁m₂ por uma rede clássica. Se recebeu 00, Tomás não aplicou nada. Para 01, aplicou X; para 10, Z; para 11, aplicou X e Z na ordem convencionada. Fases globais entre ordens não afetavam o estado físico.
A regra compacta era X^{m₂}Z^{m₁}. Depois da correção, C estava em α|0⟩+β|1⟩, embora Tomás nunca tivesse aprendido α ou β. O protocolo transferia capacidade de produzir todas as futuras estatísticas, não uma descrição clássica legível.
Os dois bits não podiam ser comprimidos para zero bits usando o emaranhamento. Antes de recebê-los, Tomás tinha mistura I/2. Conhecer apenas um deixaria ambiguidade entre duas correções e destruiria fidelidade para alguns estados.
Lia podia copiar m₁ e m₂ à vontade porque eram registros clássicos. A não clonagem se aplicava ao estado quântico desconhecido, não a resultados ortogonais já medidos. A rede clássica completava o protocolo sem paradoxo.
Tomás verificou o resultado por tomografia em muitas repetições com entradas de teste conhecidas. Numa execução real, ele não podia medir o qubit teletransportado em todas as bases e ainda entregá-lo intacto a outra tarefa. Certificação consome amostras separadas.
Se os bits fossem corrompidos, a correção errada introduziria um Pauli. Protocolos de comunicação clássica podem proteger esses bits por códigos e confirmação. Emaranhamento não substitui confiabilidade da camada convencional.
A última trava abriu apenas após uma mensagem que viajou por fio ou luz. Lia viu o qubit no destino por meio de estatísticas futuras, não porque uma cópia material atravessara instantaneamente a sala.