Lia tentou inventar uma sequência de fases que encontrasse a agulha em log N consultas. Resultados de limite inferior para o modelo de oráculo mostravam que a ordem √N é ótima para busca não estruturada. Grover não era um primeiro rascunho esperando ganho exponencial genérico.
O limite valia para o problema caixa-preta. Se os dados tivessem estrutura — ordem, geometria, hash especial ou promessa algébrica — outro algoritmo poderia explorá-la. Chamar uma tarefa estruturada de busca e aplicar o teto sem análise também seria erro.
Tomás examinou entrada e saída. Se N itens clássicos precisam ser carregados numa memória quântica, construir acesso coerente pode custar O(N) hardware ou tempo. QRAM ideal é uma suposição de arquitetura, não uma porta gratuita em todo computador.
A saída fornecia um índice marcado, não a lista completa ou prova de todas as alternativas. Verificar o resultado com o oráculo podia ser barato. Encontrar todos os M itens exigia repetições e contabilidade diferente.
O ganho quadrático ainda era amplo. Amplitude amplification generaliza Grover para acelerar rotinas probabilísticas cuja chance de sucesso é p, reduzindo repetições de ordem 1/p para 1/√p sob acesso coerente à rotina e ao inverso.
Ruído impõe um ponto de equilíbrio. Muitas iterações acumulam erro; em certos regimes, reiniciar cedo pode superar buscar até o pico ideal. Vantagem de consulta não garante vantagem de tempo em dispositivos ruidosos.
A raiz permaneceu como atalho e parede. Lia preferiu um ganho demonstrável a uma onisciência inventada. O próximo algoritmo obteria vantagem maior não por buscar sem estrutura, mas por encontrar periodicidade escondida.